FORMALIZAÇÃO: Mais de 14 mil pessoas participaram da Semana do Empreendedor
Trabalhadores tiveram acesso a cursos e a oficinas de capacitação
16/07/2012 - 16:31:00
Da Redação (Brasília) – A semana do Empreendedor Individual (EI) que aconteceu em todo país, de 2 a 7 julho, contou com a participação de mais de 14 mil pessoas que aproveitaram o evento para se cadastrar como empreendedor individual e para participar das oficinas de capacitação profissional.
Segundo balanço, divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ao todo foram realizadas mais de 824 diferentes oficinas, além de 77,1 mil orientações técnicas presenciais. O público foi atendido em 319 tendas, montadas em locais de grande circulação. Além disso, mais de 3,6 mil participantes acompanharam as oficinas de capacitação a distância.
Além das capacitações oferecidas pelo Sebrae, os participantes da Semana do Empreendedor também puderam esclarecer dúvidas sobre os benefícios previdenciários que o trabalhador formalizado passa a ter direito. Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também orientaram a população sobre a contribuição do EI.
A doceira Benedita Côrrea, 49 anos, foi umas das participantes do evento em Brasília e já saiu da tenda de formalização com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). “Acabei descobrindo que, como empreendedora individual, posso contribuir para a Previdência pagando mais barato. Depois que saí do meu emprego em casa de família, meu sonho era voltar a contribuir para a Previdência e poder ter minha aposentadoria garantida no futuro”, conta a trabalhadora que, em 20 minutos, tornou-se mais uma microempresária formalizada.
O evento aconteceu em todas as capitais e em mais de 300 municípios do interior do país. Segundo dados da Receita, o país possui 2.667.376 trabalhadores por conta própria cadastrados.
Benefícios- O trabalhador formalizado contribui mensalmente com R$ 31,10 para a Previdência (5% sobre o salário mínimo), mais R$ 5,00 para aqueles que atuam como prestadores de serviço, ou R$ 1,00 para os que atuam no comércio e na indústria.
Após a formalização o trabalhador passa a ter um CNPJ que permite acesso a produtos e serviços bancários como pessoa jurídica, incluindo crédito com taxas diferenciadas; apoio técnico do SEBRAE; além da cobertura previdenciária (aposentadoria por idade e invalidez, salário-maternidade, auxílio-doença, pensão por morte e auxílio-reclusão).
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Ligia Borges
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Ascom/MPS